Os deputados estaduais maranhenses, com exceção do democrata Max Barros, aprovaram nesta segunda-feira projeto de lei, de autoria da deputada Eliziane Gama (PPS), proibindo a comercialização no Estado das chamadas “pulseiras do sexo”, adereço ainda muito utilizado por milhões de adolescentes brasileiros que, na verdade, faz parte de um jogo sexual sórdido onde cada cor representa uma forma de sexo.
Medida igual já foi adotada por vários outros Estados brasileiros, dentre eles o Paraná, Amazonas, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
“Temos, a cada cinco horas, registro de casos de pedofilia no Maranhão. As maternidades Marly Sarney e Materno Infantil estão recebendo um grande número de meninas de 12 anos de idade grávidas. A proibição dessas pulseiras inibe a evolução deste triste quadro”, avaliou Eliziane Gama, que também é presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia que investiga casos de pedofilia no Estado.
Max Barros justificou seu voto contrário afirmando que, ao invés de proibir, as crianças e adolescentes devem ser orientadas a respeito dos problemas decorrentes do uso das chamadas “pulseiras do sexo”. “Sou a favor da prevenção”, disse o democrata.
O projeto de lei segue, agora, para apreciação da governadora Roseana Sarney (PMDB), que poderá sancioná-lo, tornando-o lei estadual, ou vetá-lo.
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