
A monotonia que prevalece nas sessões ordinárias da Câmara Municipal de São Luís foi quebrada nesta segunda-feira com as revelações do presidente da Casa, vereador Isaías Pereirinha (PSL), que afirmou estar sendo ameaçado de morte por pessoas ligadas à construtora Brecil.
“A partir de hoje, o que vier a acontecer de ruim comigo ou com alguém da minha família será de responsabilidade de pessoas ou jagunços ligados a esta empresa”, disse o parlamentar em pronunciamento feito no plenário.
Pereirinha revelou que neste último domingo, após participar de uma reunião com moradores do Planalto Anil e Cohab, foi agredido verbalmente e fisicamente por jagunços, de acordo com o vereador, contratados pela empresa.
A Brecil, segundo o presidente da Câmara, é proprietária de uma área localizada nas proximidades do Terminal da Cohab. Os donos da empresa estariam interessados em construir na área um conjunto habitacional, o que está contrariando os moradores de bairros próximos, que temem o surgimento de novos problemas infra-estruturais. O vereador, segundo ele próprio afirmou, defende os interesses dos referidos moradores.
Pereirinha fez mais algumas revelações, no mínimo, interessantes. Disse que foi procurado pelo ex-deputado Pedro Vasconcelos que, em nome da Brecil, lhe ofereceu “vantagens” para “largar o caso de mão”. Sobre as “vantagens”, Pereirinha não deu detalhes. “Irei relatá-las em juízo”, afirmou.
O presidente da Câmara informou, ainda, que vai acionar o juiz Luis Carlos Nunes Freire, responsável pela 3ª Vara Cível, junto ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) por ter citado o seu nome, em uma decisão interlocutória, como responsável pelo que acontece na área. “Ele não poderia ter citado meu nome num documento sem ter me ouvido e sem ter prova nenhuma, e como a Lei Orgânica do Município me permite, vou acionar o juiz junto ao CNJ, pois tenho imunidade no uso da tribuna para dizer o que penso com ética e responsabilidade”, finalizou.