
Um amigo, simpatizante do presidente Lula e do seu PT, diz não entender, até agora, quais as verdadeiras intenções do partido no Maranhão.
Duas, disse, e as relatei: a primeira [intenção], do grupo comandado por Washington Oliveira, quer a repetição da aliança nacional com o PMDB e defende a reeleição da governadora Roseana Sarney. A segunda, pensada e executada por Domingos Dutra, defende a aliança com o PC do B e o nome de Flávio Dino para disputar o governo.
Até aí nenhuma novidade. Mas em seguida veio a avaliação do amigo: “É estranho que, aqui no Maranhão, o partido do presidente Lula não tenha um comando firme. Não tenha bases políticas definidas e com nomes fortes para disputar uma eleição. É cada um lutando e brigando por seus interesses próprios”.
Pura verdade. O PT maranhense é um partido onde reinam os interesses próprios daqueles que exercem força maior sob os filiados. São estes personagens que, ao longo dos anos, transformaram o partido em ator coadjuvante eterno, cujas pretensões eleitorais não passam de “ficar escorado em um e outro partido ou candidato”.
O PT do Maranhão não tem bandeira de luta definida. Sua coloração modifica no mesmo ritmo em que seus dirigentes – sejam eles membros ou não do comando estadual – fecham acordos, propõem parcerias e acertam vantagens.
Esse é o maranhense Partido dos Trabalhadores. Nada mais do que uma moeda de troca, de barganha política e pessoal. Realmente é um PT – Partido da Troca.