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28/05/2010 A natureza humana e a falsidade
A natureza humana e a falsidade. Há realmente uma verdade: a natureza humana é complexa. Uma simples frase, mas que revela algo muito profundo. Observe o Universo. Temos mesmo noção do tamanho do Universo? Difícil até de imaginar, não é mesmo? Por isso nunca poderemos ser prepotentes, egoístas, arrogantes. Ou seja, somos apenas um ponto no Cosmos. Um ponto inteligente, é verdade. Mas muitos acham que podem controlar o universo.
E se existirem vários universos? Não estou falando de planetas, de galáxias... Estou falando mesmo da existência de vários universos, além do que conhecemos. É uma possibilidade. Ou uma realidade? Neste aspecto, nós também somos um grande universo a ser desvendado. Deixamos de conhecer o nosso próprio interior. Antes que busquemos vida lá fora, poderemos desvendar o nosso próprio enigma. E há muito o que ser descoberto. O íntimo de cada pessoa é um mistério...
Confúcio já dizia que “grande em verdade é o poder gerador do Criativo; a ele todos os seres devem seu começo. Esse poder permeia todo o céu...”
A Terra passou por várias etapas nesta história de evolução de bilhões de anos. E o que fazemos aqui mesmo, hein? Estamos, na Terra, para o aprimoramento, para a evolução... Nesse sentido, nós poderemos aproveitar os nossos dias pra isto. Que, na verdade, é o sentido da Vida. Ou seja, o da evolução. Basta observar a natureza. Teremos aprendido uma grande lição.
Evoluir também passa, sem dúvida, pela educação. Werner Jaeger em “Paideia – A Formação do Homem Grego”, revela que “o conhecimento essencial da formação grega constitui um fundamento indispensável para todo o conhecimento ou intento de educação atual...” A educação torna as pessoas livres. Conhecer realmente é poder. Por mais que os rótulos sejam dispensáveis, mas neste caso, vem ilustrar bem a importância do saber.
Para evoluir é importante levar em conta as motivações inconscientes. Ou seja, o nosso histórico de vida, o que nos leva a agir no dia a dia. Você concorda? O que se percebe hoje em dia é um vazio. As pessoas anseiam por respostas que, na maioria das vezes, estão no seu próprio coração.
A reforma interior é importante todos os dias. Perceber os nossos acertos e erros. Constatar que há uma dimensão elevada em tudo, na Vida, no dia a dia.
Nós temos uma ferramenta essencial em nossa existência: o hoje. Temos o poder de mudar nossa história. Mas para decidir é preciso conhecer. O conhecimento opera uma mudança em nossa vida. Refletir também sobre o que se passa ao nosso redor, no nosso meio, no nosso cotidiano.
Voltando ao tema da complexidade do ser humano, que está ligado a tudo isso que acabei de escrever. Ser aquilo que João Mohana dizia “simbiose de serpente-pomba”. Ser bom, mas não ser ingênuo. Maquiavel já mostrava que “o homem que tenta ser bom todo o tempo está fadado à ruína entre os vários outros que não são bons”. Ou melhor: fazer o bem, mas manter sempre a sagacidade, manter sempre a distância em relação as pessoas falsas, ou seja, o mistério, não se revelar totalmente, como bem pregava Baltazar Gracian.
Os pombos são presas fáceis porque seu voo é sempre previsível. O fato é que em tudo há uma lógica. É só querer descobrir. Como falava meu grande e saudoso amigo João Mohana “sejamos mais cerebrais e menos emocionais” em todos os aspectos da vida. Seremos, com certeza, mais felizes. É um verdadeiro antídoto contra a falsa, ardilosa e astuciosa natureza humana. Cada um é responsável pelas suas próprias ações. E receberá o que semeou. Ainda bem que, neste mundo tão conflituoso, há exceções. E como diz André Luiz “trabalhe para o bem dos outros, para que possa encontrar seu próprio bem”.